 |
|
|
Senhoras e senhores, é isso mesmo. Tentei durante algum tempo me desvencilhar dos termos dos blogs, flogs, orkuts e msn's da vida, mas não consegui. Então, me resta voltar resignado para a vida blogueira, tal como era antes.
Agora pretendo voltar sem as cobranças de sempre. Sempre quando monto um blog novo, eu falo: "Olha, vou atualizar em tais dias, apareçam". E sempre acaba dando errado. Então, vou retomar este blog - coisa que eu deveria ter feito há tempos - sem dizer a vocês voltarem aos sábados e encontrarem um post na terça, como era meu costume antigamente. Haverão semanas em que podem encontrar posts diários. E pode haver períodos de hiato. Imprevisível, eu sei. Mas só assim poderei voltar em paz comigo mesmo.
Me deu vontade de voltar quando li, no meu orkut, o recado do dono de um dos maiores blogs que eu já conheci, o grande Dilberto Lima Rosa, do blog Morcegos - pessoa que honrou este blog com a última postagem oficial deste - avisando que estava pronto para voltar à ativa. Me animei, quis voltar. E cá estou. Retornando, graças a Deus, inteiro, depois de perder muitos fios de cabelo e alguns feixes de paciência.
Poderia começar comentando os últimos filmes que vi, e não foram poucos. Mas um que me chamou a atenção foi "Motoqueiro Fantasma". Não pela sua história, não pelos seus efeitos, não pelas atuações. Mas pelo todo que ele simboliza. Deixem-me explicar.
Fui ver o filme a convite do meu irmão, João, que vem me ajudando muito nos últimos tempos. Apesar de vivermos às turras, estamos sempre apoiando um ao outro. Assim é conosco e com toda a nossa família. Recebi o convite meio assim, 'com preguiça'. Mas busquei força lá no fundo do baú e consegui ir com ele, acompanhando ainda meus sobrinhos e meu irmão mais novo, Fernando. E, vejam só que beleza, foi uma das melhores noites que eu tive em muito tempo, me diverti como eu me divertia há seis anos atrás, quando não tinha nenhuma responsabilidade pesando nos meus ombros e queria mais era viver a minha vida em paz. Infelizmente, não posso dizer que me entusiasmei tanto com o filme que acabamos assistindo naquele dia.
O filme dirigido por Mark Steven Johnson começa com o prólogo contando a história do antigo cavaleiro fantasma, que acabou por renegar a sua tarefa e fugindo do Demônio com uma lista com os nomes de almas que deveriam ser entregues a ele, o que, obviamente, deixa o senhor dono das grelhas do andar de baixo muito... furioso, por assim dizer. Passam-se muitos anos, vemos um garoto que faz acrobacias em cima de uma moto com seu pai, Barton (Brett Cullen). Seu nome: Johnny Blaze (Matt Long). Assim que este descobre que seu pai é doente terminal de câncer, um estranho aparece e faz uma proposta ao jovem: em troca da salvação de seu pai, Johhny deve se transformar no Cavaleiro Fantasma assim que fosse chamado para a tarefa. Depois de alguns inconvenientes, ele acaba aceitando.
Pausa. Foi aí que os meus sobrinhos começaram a ficar alvoroçados no cinema, e eu notei que eu também estava começando a ficar. Por que? Porque o filme estava se tornando arrastado demais, onde estava a ação tão prometida? Onde estava Eva Mendes?
Pois bem: só que Melfisto - interpretado com satanismo por Peter Fonda - o enviado do demônio, engana Johnny mas agora não tem volta. Desiludido, ele acaba abandonando tudo, inclusive sua então namorada Roxanne (Raquel Alessi) para se dedicar à estrada, sempre sendo seguido pela sombra de Mefisto. Muitos anos se passam depois disso, e Johnny se torna o conhecido dublê e showman Johnny Blaze (finalmente, Nicolas Cage), que arrisca a vida fazendo acrobacias malucas e nunca morre, apesar dos tombos. [Uma das cenas mas aflitas do filme é quando ele tenta passar por cima de alguns helicópteros - helicópteros, socorro! - com a moto]. Até que finalmente é chamado pelo enviado do demônio a se tranformar no Cavaleiro, agora transformado em Motoqueiro Fantasma, para enfrentar os demônios liderados por Coração Negro (um irreconhecível e fantástico Wes Bentley), e evitar que estes passem a perna no seu novo chefe; ao mesmo tempo em que lida com a volta de sua antiga namorada Roxanne (Eva Mendes, êba!) e com a ajuda de um estranho coveiro (Sam Elliot).
Tudo indicava que o filme seria ótimo, mas sempre há poréns. Droga de poréns, só servem para estragar uma sessão de cinema. Vejam bem: tinha fé neste filme, mas algumas falhas não poderia deixar passar. Tipo as atuações. Nicolas Cage não empolga muito como Motoqueiro Fantasma, mas está fantástico quando não está pegando fogo: suas expressões e caretas continuam excelentes, e seu jeito perdido caiu muito bem ao despreparado Blaze. O roteiro. Furaaaaaado. Sem nexo, sem sentido, sem ordem. Muita informação para nossa cabeça, quanto mais para o meu sobrinho de seis anos sentado ao meu lado vendo tudo de boca aberta sem entender patavinas do que estava acontecendo. A direção. Desleixada, mas ainda assim consegue um bom resultado, mas se não tomar cuidado Johnson não conseguirá mais emprego em Hollywood.
Mas para não falarem que eu sou chato, ranzinza e antiquado, o filme tem pontos altos, como as atuações de Wes Bentley, Peter Fonda e - às vezes - Nicolas Cage; os efeitos darks bem montados e bem feitos nas cenas onde o Motoqueiro aparece; o clímax bem estruturado, pelo menos algo bom no roteiro.
Mas eu tomei pra mim, como média de qualidade naquele dia, a reação das duas crianças que estava comigo e com meus dois irmãos na sessão. O Lucas e o Neto - os sobrinhos tão citados neste texto - se remexiam na cadeira, desconfortáveis. Mas tinha momentos em que eles ficavam vidrados na tela. Riam muito, e quase cochilaram. Mas saíram satisfeitos, esperando o segundo filme que está programado para 2009 como bem informou meu amigo Alessandro.É bem neste espírito - com o perdão do trocadilho besta - que eu avalio Motoqueiro Fantasma: um filme instável, com altos e baixos, mas compensador no fim das contas. Isso se você tiver uma mente aberta e não for esperando uma obra prima do gênero. É apenas diversão.
Uma nota? 7,5 / 10
Escrito por Luiz Henrique Oliveira às 22h08
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Luiz e o Resto do Mundo
Pois bem, pessoas. Como se vê, eu estou voltando aos poucos com a rotina dos blogs, pois desde novembro ando tão sem tempo que estou começando a ficar desanimado com a vida, com tudo. Eu passei na faculdade, na UNIP, no curso de Cinema. Mas para poder cursá-lo, precisaria de trabalhar em São Paulo e/ou achar alguém ou alguma empresa que me patrocine. Por isso, se alguém ler isto e souber de alguém que saiba onde posso encontrar trabalho ou patrocínio, me avise! Fora isso, estou mais calmo agora. Pois deixei o meu antigo trabalho para me dedicar a procurar um meio de cursar a faculdade. Portanto, me sobrou mais tempo para postar. E a todos que me desejaram feliz ano novo e feliz Natal, muito obrigado! Sinto não ter respondido antes. =(
Estou trabalhando, neste momento, em projeto pessoal. Não sei se conseguirei concretizar um dia, mas estou escrevendo o segundo roteiro de uma trilogia - já viram que trilogias agora é moda, né? - que trata sobre a Ditadura Militar no Brasil. Sempre achei que há poucos filmes que retratam essa fase da nossa política e da nossa vida social. Então, eu resolvi escrever três roteiros com três olhares diferentes: no momento eles não tem nome, estão intitulados como "Antes", "Durante" e "Depois". Que seriam as três fases que eu pretendo abordar: o pré-golpe, os dias durante a ditadura até seu final e as conseqüências desse período na vida das pessoas no pós-Ditadura, que compreende o fim do governo de João Figueiredo, a agonia de Tancredo Neves e posse de José Sarney. No momento estou escrevendo o começo de "Durante". Vamos ver até onde dá. Eu diria que esse seria o projeto que eu mais gostaria de fazer como realizador. Espero um dia conseguir chegar a fazer essa trilogia, mas para isso preciso do primeiro passo: cursar a faculdade.
E mais coisa: estou escrevendo, agora, para o site Boca do Inferno (http://www.bocadoinferno.com), especializado em cinema de terror/suspense. Apareçam por lá! \o
Um abraço a todos, e até!
E leiam abaixo a parte final da trilogia - mais uma, af. - sobre O Cinema e a Música. Hasta!
Escrito por Luiz Henrique Oliveira às 19h50
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
A Música e o Cinema - Terceira Parte
Olá!
Cá estou eu a escrever novamente, e a encerrar a trilogia que foi proposta sobre a relação "cinema-música" que tanto encanta e fascina as novas e velhas gerações.
Pensei muito em como encerrar essa trilogia, até descobrir um bom assunto para terminá-la. Na primeira parte, falei sobre os musicais, antigos e atuais, desde o pioneiro Dançando na Chuva (com Gene Kelly) até o último sucesso em musicais, Chicago (com Catherine Zeta-Jones e Richard Gere). Na segunda parte escrevi sobre a música envolta nos desenhos animados, com composições de Elton John para o filme O Rei Leão, por exemplo. Neste último texto, falarei sobre cantores e cantoras que se aventuraram no mundo do cinema.
Há casos, como os do já citados Zeta-Jones e Gere, que por conta de um filme ou peça musical, acabam cantando durante sua atuação. Recentemente, uma legião de cantores e cantoras está fazendo o caminho inverso: saindo do universo musical para entrar na tela grande. Muitos pensam que esse é uma coisa nova, da nova geração. Pois não é. Essa prática é muito comum em Hollywood. Mas é corrente que essa transição não dê muito certo.
Não farei numa ordem cronológica, como nos outros dois. Começarei de um ponto: o exemplo que talvez seja o mais conhecido: Madonna. A "rainha do pop" tentou por diversas vezes seguir a carreira de atriz, sendo ovacionada - negativamente - em quase todas as vezes. Uma exceção foi o filme Madonna - Evita, de Alan Parker, que lhe deu uma indicação ao Globo de Ouro e, por muito pouco, não lhe deu indicação ao Oscar (e justiça seja feita: o trabalho de Madonna neste filme é exemplar, apesar de caricato). Recentemente, a popstar anunciou que deixará de atuar, alegando estar cansada das críticas antecipadas que recebe quando atua. Outro bom exemplo está em Britney Spears. Eu seu único filme como protagonista, Crossroads, a cantora se deu muito bem recebendo elogios do público, mas sendo massacrada pela crítica especializada. O filme fez um relativo sucesso, o que faz com que Spears tenha outros projetos cinematográficos em vista, e já fez participações em outros filmes; a mais marcante até aqui é sua hilária participação em Austin Powers e o Homem do Membro de Ouro, de Jay Roach - onde ela trava um combate de dança engraçadíssimo com o espião Austin Powers. No Brasil a migração da música ao cinema teve muitos expoentes, como Toni Garrido em Orfeu, de Cacá Dieges; Agnaldo Rayol em vários filmes na década de 70/80 e, claro, Roberto Carlos, no auge da Jovem Guarda, com seus filmes "é uma brasa, mora", como 300 km Por Hora, de Roberto Farias. Voltando ao internacional, a banda The Beatles talvez tenha feito o maior sucesso nesse segmento, com The Beatles - It's a Hard Day's Night e The Beatles - Let It Be, ambos indicados ao Oscar. Mas a atuação solo de Paul McCartney em Mande Lembranças a Broad Street, de Karl Reisz, deixa um pouco a desejar, mesmo o filme tendo se tornado cult.
Mas maus exemplos não faltam: em 1997, se não me engano, as Spice Girls "cometeram" O Mundo das Spice Girls, um dos filmes mais toscos que já vi na vida. Mariah Carey foi indicada ao Framboesa de Ouro - assim como Britney Spears e Madonna,a recordista do prêmio - pelo trágico Glitter. Roby Rosa, do grupo Os Menudos detonou sua carreira ao estrelar Salsa, o Filme. E o pior e mais terrível exemplo reside no Brasil. Mais precisamente na Bahia: Carla Peres e seu filme chamado Cinderela Baiana é o que há de pior no gênero. Bem sucedido foram mesmo o rapper Eminem com seu filme 8 Mile, Rua das Ilusões. Mick Jagger atuou bem em alguns filmes, tal qual Liza Minnelli nos musicais dos anos 70.
Há tantos outros exemplos, como Xuxa, Sting, Justin Timberlake, Janet Jackson, Tina Turner, Roger Daltrey, Sandy & Junior e tantos outros, mas pelo fato do textos estar longo demais, não vou dar continuidade. Isso sem contar as biografias de Ray Charles, Cole Porter, Charlie Parker, Cazuza e, futuramente, de renato russo. A conclusão que se chega ao final deste artigo é que muitas vezes, seria melhor cada qual permanecer em seu universo: pois certos cantores, como atores, são excelentes vocais.
Escrito por Luiz Henrique Oliveira às 19h49
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
A Música e o Cinema - Segunda Parte
Ok... eu escrevi a primeira parte quando era de madrugada, de repente me inspirei e escrevi tudo aquilo. Tenho consciência de que me esqueci de muitas coisas alí, por isso estou escrevendo a segunda parte daquilo que eu pretendo que se torne uma trilogia. Assim como as trilogias cinematográficas. ;)
(Com a diferença que agora são 00h36m, e não 05h da manhã, como era quando escrevi o primeiro texto.)
No meu texto anterior, falei muito pouco sobre os musicais em forma de desenho, e eles são responsáveis pelo grande filão desse ramo nos últimos tempos, em especial do início da década de 90 até hoje, que será a época da qual falarei neste texto. Um excelente exemplo seria o de "A Pequena Sereia", de 1989, um grande sucesso dos estúdios Disney que teve sua trilha sonora e canções compostas por Alan Menken, ganhando o Oscar de Trilha Sonora e de Melhor Canção, por "Under The Sea"; fora a indicação a mesma categoria com a música "Kiss The Girl".
Do mesmo estúdio, em 1991, sairia a animação que entraria para a história da Academia, ao ser indicada a Melhor Filme (único caso de um desenho concorrer a essa categoria): "A Bela e a Fera". Teve três indicações a Melhor Canção, compostas também pelo mesmo Alan Menken, em parceria com Howard Ashman (que colaborou também em "A Pequena Sereia"), vencendo por "Beauty and the Beast", que hoje é um clássico. Menken ainda seria indicado por outro desenho, no ano seguinte, por "Alladin". Na verdade, duas indicações, vencendo por "A Whole New World", em parceria com Tim Rice.
Em 1994, o maior fenômeno de vendagens e bilheteria de um desenho da Disney (e de qualquer outro estúdio) até então surgiu arrebatando corações com sua história e, claro, com suas canções inesquecíveis. O filme que fala de Simba, o filhote de leão que passa o diabo nas mãos de seu tio Scar, e vai parar no meio da floresta onde conhece vários amigos e cria forças para crescer e assumir seu lugar de Rei da Floresta encantou milhares de crianças e adultos. Falo de "O Rei Leão". Deixou sua marca também na célebre canção-tema, "Can You Feel the Love Tonight", interpretada por ninguém menos que Elton John, e composta por ele e por Tim Rice. Também venceu o Oscar, sendo indicados por mais duas músicas: "Circle of Life" e a música que marcou toda uma geração de crianças, eu inclusive: "Hakuna Matata", cantada pelos personagens Timão e Pumba.
Enquanto que, em 1995, dois grandes sucessos em animação disputaram o prêmio mais cobiçado da indústria do cinema: "Pocahontas" ("Colors of the Wind", de Alan Menken - alguém notou que ele está em quase todas? - e Stephen Schwartz, que venceu) e o desenho mais inovador de todos os tempos: Toy Story, que abriu as portas para a Pixar (produtora de desenhos em computação gráfica) e revelou uma nova técnica de se fazer animações. Disputou com "You've Got a Friend in Me", composta por Randy Newman. Foi com esse filme que ele passou a despontar como um dos maiores compositores de canções para desenhos dos últimos anos.
Mas foi com uma animação dita grotesca e de humor ácido que as canções de desenhos animados voltaram a dar o que falar. Saídos da TV para o seu primeiro filme, a turma ensandecida de South Park conseguiu o inédito: indicar para o Oscar uma canção recheada de palavrões, chamada "Blame Canada", feita por um dos criadores da série e do filme "Bigger, Longer and Uncut": Trey Parker, em conjunto com Marc Shaiman. Disputou, além dos prêmios, a atenção do público com outro tema de desenho: "When She Loved Me", de "Toy Story 2", também composta por Randy Newman. Perderam os dois. Para uma outra animação (!): "Tarzan". Devo dizer que é um dos poucos prêmios que julguei muito justo, pois a música de Phil Collins, "You'll Be In My Heart" é uma das mais bonitas que já ouvi para filmes desse tipo. Mas, o tema mais legal que já ouvi foi composto por - quem? - Randy Newman. Merecidamente venceu com "If I Didn't Have You", do filme "Monstros S/A", que conta a história de Mike e Sullivan, dois funcionários da Monsters Inc. cujo trabalho é assustar criancinhas para garantir o abastecimento de energia de Monstrópolis, já que essa energia vem da força dos gritos das crianças, até mudarem totalmente de opinião sobre elas (as crianças) depois de alguns acontecimentos inesperados. Até hoje tenho um treco estranho quando ouço essa música, fala muito sobre amizade, algo que prezo muito... por isso eu adoro.
E por fim, em 2003, a última grande música de destaque para um desenho foi com "Shrek 2", chamada "Accidentaly in Love", no mesmo ano em que concorria "Believe", do filme "O Expresso Polar", que usou uma outra técnica de se fazer animações tridimensionais (a captura de movimentos humanos, depois transformado em desenho). Como se vê, a trilha evolui junto com o cinema. Bom pra gente, que como espectador, acompanha com atenção essas mudanças, assiste com fervor a todas as maravilhosas histórias que são contadas através dos desenhos animados e se emociona com todas as canções que são inspiradas nesses mesmos filmes. E essa é a grande graça da Sétima Arte: podemos nos divertir em TODOS os aspectos em que ela atua.
*Mais uma vez, exagerei no tamanho do texto. Hunf.
*Tomei por base as indicações e prêmios do Oscar, pois são os que acompanho com mais atenção e que são referência no mundo do cinema. Claro que há tantas outras trilhas e músicas que não foram indicadas e são excelentes, mas aqui usei somente as músicas indicadas ao prêmio da Academia.
Escrito por Luiz Henrique Oliveira às 09h57
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
A Música e o Cinema - Primeira Parte
Quantos musicais você conhece? Provavelmente dá para contar nos dedos da mão, certo? E mais provavelmente ainda dá pra contar nos dedos de uma mão só. São pouco conhecidos, pouco divulgados, mas isso apenas nessa nossa 'era moderna'. Há alguns anos atrás, o gênero musical cinematográfico era um dos maiores filões dos estúdios.
O maior expoente de uma fase áurea desse tipo de filme, nas primeiras décadas do cinema a cores, é Cantando na Chuva, com Gene Kelly. A cena em que ele canta e dança com seu guarda-chuvas a música-tema do filme está na História do cinema. Mas você, caro leitor, já parou para pensar que Singin' in The Rain é um marco na história da música? Vendeu horrores, e até hoje é lembrada. Mas não como música, isoladamente. Mas sim pela seqüencia acoplada a cena do filme.
Mais à frente, nos anos 70, temos, entre outros famosos musicais, as famosas 'óperas-rock', e o maior representante desse gênero na sétima arte foi Tommy. Dirigido por Ken Russell, o filme é baseado na música do mesmo nome, do grupo The Who. É uma época de grandes transformações no imaginário cultural no mundo todo, e tanto na tela grande quanto no toca-discos conseguiram captar a essência de toda aquela efervecência à flor da pele. Era a época do 'glam', do ousado, como David Bowie, Queen, entre outros. No cinema, filmes como o já citado Tommy, Woodstock - O Filme, e o maior clássico da época: Os Embalos de Sábado a Noite, que pertence a metade final da década, e que trouxe o aure à era disco e a (praticamente) descoberta de Bee Gees, Gloria Gaynor, ABBA e outros.
Nos anos 80, os filmes musicais saíram de cena, praticamente deixando de ser produzidos. Vieram então as trilhas sonoras, dando ênfase a uma determinada canção de um filme. Bons exemplos estão em Ghostbusters, de Ray Parker Jr., trilha do filme Os Caça-Fantasmas; Glory of Love, do grupo Chicago, tema de Karatê Kid; La Bamba, de Ritchie Valens, do filme La Bamba... entre tantos outros, isso sem contar as trilhas propriamente ditas, de maestros como John Williams, Jerry Goldsmith, e o aparecimento de novos nomes como os de Danny Elfman, Randy Newman, James Newton Howard, etc.
Os anos 90 continuaram no mesmo caminho, tendo em trilhas como a de Ghost - Do Outro Lado da Vida (Unchained Melody, canção que se tornou imortal com The Righteous Brothers), Titanic (My Heart Will Go On, de Céline Dion), O Sonho Não Acabou (That Thing You Do, do The Wonders), e nas composições orquestradas em filmes como Amistad, Forrest Gump, entre outros, o maior expoente musical dentro di cinema. Isso até a chegada de Moulin Rouge - Amor em Vermelho, filme dirigido com maestria por Baz Luhrmann com Nicole Kidman e Ewan McGregor no elenco. Esse filme trouxe de volta, por um breve momento, uma certa fase nostálgica quanto aos musicais, tendo músicas memoráveis como A Fool to Believe, Come What May, entre outros. NEssa fase, o auge veio com o musical Chicago, que em 2002 arrebatou 5 prêmios Oscar, incluindo o de Melhor Filme. Dirigido por Rob Marshall e tendo como protagonistas Renèe Zellwegger, Catheine Zeta-Jones, Richard Gere, a canção-tema I Move On é considerada um marco desse estilo, alçando o filme para o status de obra indispensável, e o CD com sua trilha sendo obrigatório para qualquer amante de música.
Hoje em dia, o gênero novamente saiu de moda, dando-se mais importância às músicas que compõem a trilha sonora. Mas o mais importante é constatar que a magia do cinema não funciona sem uma trilha adequada, que nos transporte para a emoção das cenas, e para que nós possamos nos divertir e nos deleitar com as jóias que sempre aparecem desse gênero.
Os links são do Last Fm, medidor de músicas online.
E um pequeno aviso: Marco, o post pra você está sendo escrito. A gripe não me permitiu trabalhar no texto pelo resto da semana, mas o próximo é certeza!
Até mais a todos.
Ouvindo "Preciso Dizer que Te Amo", de Cazuza e Bebel Gilberto.
Escrito por Luiz Henrique Oliveira às 21h12
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Acrilic on Canvas

E como eu poderia voltar?
Eu me desliguei do mundo blogueiro não fazem nem dois meses, mas eu precisava me reinventar. Passei dois anos publicando bobagens no falecido Blog do Luiz, entre 2003 e 2005, aqui mesmo no zip.net. Depois, vendo que publicar piadas e alguns textos alheios e próprios sobre quase tudo [religião, música, cinema, etc], decidi abrir o Under Pressure - que depois ganhou posteriormente um "I" em seu título, por motivos que já, já irei explicar - tratando exclusivamente de cinema. Fez um bom sucesso, mas o servidor não estava ajudando. Quando, num dia, meus posts pararam de ser aceitos, eu decidi encerrar um ciclo e migrar para o bom Blogspot, inaugurando o Under Pressure II - o que explica o algarismo romano em frente o primeiro título. Inacreditavelmente, o blog fez um sucesso inesperado [pra mim], mas o sucesso acabou me cansando, entre outros problemas de ordem pessoal. E então, tomei uma dificil decisão: fechei o UP-II e decidi me afastar da vida nos blogs, que já não era a mesma de quando eu ingressei, em 2003.
Mas, alguma coisa na minha cabeça não me deixava em paz.
E então, no chuvoso dia em que o São Paulo se consagra tetracampeão brasileiro, eu resolvi voltar. Não sei se esse endereço terá as mesmas repercussões que os finados BDL, UP-I e UP-II tiveram. E nem procuro o sucesso. Só quero compartilhar com vocês tudo aquilo que vaza da minha cabeça e que não me deixa dormir em paz. Eu precisava extravasar.
Mas, aviso: este não será um blog temático. Aqui, tudo terá espaço. Não como no BDL, que era uma zona onde havia o lado humorístico contrastando com o lado sério. Eu amadureci minha escrita (?) desde então, e agora tentarei canalizar aqui todas as minhas impressões sobre aquilo que me vier a mente: desde sonhos malucos a descrição do passo de uma tartaruga. O que me vier a mente, publicarei sem edições.
E, por que voltei ao zip.net, sendo que poderia ficar confortavelmente no Blogspot? Bem, uma frase resume: o bom filho a casa torna, mesmo que a casa seja uma bagunça.
E retorno ouvindo o álbum "Dois", da banda brasiliense Legião Urbana. Por isso o título desse texto fica como a música que me fez voltar a ter vontade de escrever: Acrilic on Canvas. Esse álbum [para quem não conhece, aquele de capa bege], de 1986, é a obra-prima da banda de Renato Russo, empatando com o lírico, difícil, medieval e melancólico "V", de 1991. Músicas que vão de 'Metrópole', que conta o caos e a burocracia no atendimento púbico (Em todo caso, já temos sua ficha/ Só falta o recibo comprovando residência/ Pra limpar todo esse sangue, chamei a faxineira/ E agora eu já vou indo senão perco a novela/ E eu não quero ficar na mão) até o lirismo de 'Andrea Doria' (Quero ter alguém com quem conversar/ alguém que depois/ não use o que eu disse contra mim), o disco comprova, como se ainda houvessem dúvidas, que a Legião Urbana foi a banda que inaugurou a grande fase do BRock dos anos 80, cujas letras tocam fundo na alma e no coração de qualquer pessoa, de qualquer geração. É um álbum que me traz boas lembranças, da época em que eu ouvia som no meu quarto tentando escrever minhas baboseiras em folha sulfite reutilizada [eu sempre escrevia com lápis, para poder reaproveitar o papel caso não gostasse de alguma coisa]. Ouvia '"Índios"' - o título contém aspas - repetidas vezes e ficava: "- O que ele está tentando dizer?". Demorei muito tempo para entender o que Russo escrevia. E depois que passei a entender suas letras, me tornei um fã ardoroso, como se pode ver no meu profile no Last Fm.

A todo caso, este blog pretende sim, ser meu ponto de nostalgia, às vezes. Sempre que puder escrever sobre isso, escreverei. Certas saudades me acompanham sempre, e elas são minha matéria-prima. Seja a saudade de certas épocas, certas coisas, certas pessoas. Minha intenção, com minha volta, é poder ter uma visão ampla sobre as coisas, e poder escrever sobre tudo. Pois, vezenquando, meu travesseiro parece ser de pedra, pois ele não deixa minha cabeça parar de funcionar. E a única forma que eu tenho pra expurgar tudo isso é escrevendo, mesmo com um gesso no braço esquerdo, até o ombro, por conta de um acidente de trabalho sofrido no último dia 6.
Portanto, senhoras e senhores, sinto muito em dar a seguinte notícia: i'm back.
crédito das imagens: "Dois": http://cover6.cduniverse.com/msiart/0000124/0000124340.jpg retorno: http://www.colparmex.org/retorno.GIF
Escrito por Luiz Henrique Oliveira às 20h47
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
 |
| [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |


|
 |