Quotidiano - Cartas do Interior


A Música e o Cinema - Segunda Parte

Ok... eu escrevi a primeira parte quando era de madrugada, de repente me inspirei e escrevi tudo aquilo. Tenho consciência de que me esqueci de muitas coisas alí, por isso estou escrevendo a segunda parte daquilo que eu pretendo que se torne uma trilogia. Assim como as trilogias cinematográficas. ;)

(Com a diferença que agora são 00h36m, e não 05h da manhã, como era quando escrevi o primeiro texto.)


No meu texto anterior, falei muito pouco sobre os musicais em forma de desenho, e eles são responsáveis pelo grande filão desse ramo nos últimos tempos, em especial do início da década de 90 até hoje, que será a época da qual falarei neste texto. Um excelente exemplo seria o de "A Pequena Sereia", de 1989, um grande sucesso dos estúdios Disney que teve sua trilha sonora e canções compostas por Alan Menken, ganhando o Oscar de Trilha Sonora e de Melhor Canção, por "Under The Sea"; fora a indicação a mesma categoria com a música "Kiss The Girl".

Do mesmo estúdio, em 1991, sairia a animação que entraria para a história da Academia, ao ser indicada a Melhor Filme (único caso de um desenho concorrer a essa categoria): "A Bela e a Fera". Teve três indicações a Melhor Canção, compostas também pelo mesmo Alan Menken, em parceria com Howard Ashman (que colaborou também em "A Pequena Sereia"), vencendo por "Beauty and the Beast", que hoje é um clássico. Menken ainda seria indicado por outro desenho, no ano seguinte, por "Alladin". Na verdade, duas indicações, vencendo por "A Whole New World", em parceria com Tim Rice.

Em 1994, o maior fenômeno de vendagens e bilheteria de um desenho da Disney (e de qualquer outro estúdio) até então surgiu arrebatando corações com sua história e, claro, com suas canções inesquecíveis. O filme que fala de Simba, o filhote de leão que passa o diabo nas mãos de seu tio Scar, e vai parar no meio da floresta onde conhece vários amigos e cria forças para crescer e assumir seu lugar de Rei da Floresta encantou milhares de crianças e adultos. Falo de "O Rei Leão". Deixou sua marca também na célebre canção-tema, "Can You Feel the Love Tonight", interpretada por ninguém menos que Elton John, e composta por ele e por Tim Rice. Também venceu o Oscar, sendo indicados por mais duas músicas: "Circle of Life" e a música que marcou toda uma geração de crianças, eu inclusive: "Hakuna Matata", cantada pelos personagens Timão e Pumba.

Enquanto que, em 1995, dois grandes sucessos em animação disputaram o prêmio mais cobiçado da indústria do cinema: "Pocahontas" ("Colors of the Wind", de Alan Menken - alguém notou que ele está em quase todas? - e Stephen Schwartz, que venceu) e o desenho mais inovador de todos os tempos: Toy Story, que abriu as portas para a Pixar (produtora de desenhos em computação gráfica) e revelou uma nova técnica de se fazer animações. Disputou com "You've Got a Friend in Me", composta por Randy Newman. Foi com esse filme que ele passou a despontar como um dos maiores compositores de canções para desenhos dos últimos anos.

Mas foi com uma animação dita grotesca e de humor ácido que as canções de desenhos animados voltaram a dar o que falar. Saídos da TV para o seu primeiro filme, a turma ensandecida de South Park conseguiu o inédito: indicar para o Oscar uma canção recheada de palavrões, chamada "Blame Canada", feita por um dos criadores da série e do filme "Bigger, Longer and Uncut": Trey Parker, em conjunto com Marc Shaiman. Disputou, além dos prêmios, a atenção do público com outro tema de desenho: "When She Loved Me", de "Toy Story 2", também composta por Randy Newman. Perderam os dois. Para uma outra animação (!): "Tarzan". Devo dizer que é um dos poucos prêmios que julguei muito justo, pois a música de Phil Collins, "You'll Be In My Heart" é uma das mais bonitas que já ouvi para filmes desse tipo. Mas, o tema mais legal que já ouvi foi composto por - quem? - Randy Newman. Merecidamente venceu com "If I Didn't Have You", do filme "Monstros S/A", que conta a história de Mike e Sullivan, dois funcionários da Monsters Inc. cujo trabalho é assustar criancinhas para garantir o abastecimento de energia de Monstrópolis, já que essa energia vem da força dos gritos das crianças, até mudarem totalmente de opinião sobre elas (as crianças) depois de alguns acontecimentos inesperados. Até hoje tenho um treco estranho quando ouço essa música, fala muito sobre amizade, algo que prezo muito... por isso eu adoro.

E por fim, em 2003, a última grande música de destaque para um desenho foi com "Shrek 2", chamada "Accidentaly in Love", no mesmo ano em que concorria "Believe", do filme "O Expresso Polar", que usou uma outra técnica de se fazer animações tridimensionais (a captura de movimentos humanos, depois transformado em desenho). Como se vê, a trilha evolui junto com o cinema. Bom pra gente, que como espectador, acompanha com atenção essas mudanças, assiste com fervor a todas as maravilhosas histórias que são contadas através dos desenhos animados e se emociona com todas as canções que são inspiradas nesses mesmos filmes. E essa é a grande graça da Sétima Arte: podemos nos divertir em TODOS os aspectos em que ela atua.







*Mais uma vez, exagerei no tamanho do texto. Hunf.

*Tomei por base as indicações e prêmios do Oscar, pois são os que acompanho com mais atenção e que são referência no mundo do cinema. Claro que há tantas outras trilhas e músicas que não foram indicadas e são excelentes, mas aqui usei somente as músicas indicadas ao prêmio da Academia.

Escrito por Luiz Henrique Oliveira às 09h57
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]


 

Histórico
  18/03/2007 a 24/03/2007
  07/01/2007 a 13/01/2007
  17/12/2006 a 23/12/2006
  26/11/2006 a 02/12/2006
  19/11/2006 a 25/11/2006


Outros sites
  UOL - O melhor conteúdo
  BOL - E-mail grátis
Votação
  Dê uma nota para meu blog



O que é isto?