Quotidiano - Cartas do Interior


Luiz e o Resto do Mundo

Pois bem, pessoas. Como se vê, eu estou voltando aos poucos com a rotina dos blogs, pois desde novembro ando tão sem tempo que estou começando a ficar desanimado com a vida, com tudo. Eu passei na faculdade, na UNIP, no curso de Cinema. Mas para poder cursá-lo, precisaria de trabalhar em São Paulo e/ou achar alguém ou alguma empresa que me patrocine. Por isso, se alguém ler isto e souber de alguém que saiba onde posso encontrar trabalho ou patrocínio, me avise! Fora isso, estou mais calmo agora. Pois deixei o meu antigo trabalho para me dedicar a procurar um meio de cursar a faculdade. Portanto, me sobrou mais tempo para postar. E a todos que me desejaram feliz ano novo e feliz Natal, muito obrigado! Sinto não ter respondido antes. =(

Estou trabalhando, neste momento, em projeto pessoal. Não sei se conseguirei concretizar um dia, mas estou escrevendo o segundo roteiro de uma trilogia - já viram que trilogias agora é moda, né? - que trata sobre a Ditadura Militar no Brasil. Sempre achei que há poucos filmes que retratam essa fase da nossa política e da nossa vida social. Então, eu resolvi escrever três roteiros com três olhares diferentes: no momento eles não tem nome, estão intitulados como "Antes", "Durante" e "Depois". Que seriam as três fases que eu pretendo abordar: o pré-golpe, os dias durante a ditadura até seu final e as conseqüências desse período na vida das pessoas no pós-Ditadura, que compreende o fim do governo de João Figueiredo, a agonia de Tancredo Neves e posse de José Sarney. No momento estou escrevendo o começo de "Durante". Vamos ver até onde dá. Eu diria que esse seria o projeto que eu mais gostaria de fazer como realizador. Espero um dia conseguir chegar a fazer essa trilogia, mas para isso preciso do primeiro passo: cursar a faculdade.

E mais coisa: estou escrevendo, agora, para o site Boca do Inferno (http://www.bocadoinferno.com), especializado em cinema de terror/suspense. Apareçam por lá! \o

 

Um abraço a todos, e até!

 

E leiam abaixo a parte final da trilogia - mais uma, af. - sobre O Cinema e a Música. Hasta!



Escrito por Luiz Henrique Oliveira às 19h50
[   ] [ envie esta mensagem ]




A Música e o Cinema - Terceira Parte

Olá!


Cá estou eu a escrever novamente, e a encerrar a trilogia que foi proposta sobre a relação "cinema-música" que tanto encanta e fascina as novas e velhas gerações.

Pensei muito em como encerrar essa trilogia, até descobrir um bom assunto para terminá-la. Na primeira parte, falei sobre os musicais, antigos e atuais, desde o pioneiro Dançando na Chuva (com Gene Kelly) até o último sucesso em musicais, Chicago (com Catherine Zeta-Jones e Richard Gere). Na segunda parte escrevi sobre a música envolta nos desenhos animados, com composições de Elton John para o filme O Rei Leão, por exemplo. Neste último texto, falarei sobre cantores e cantoras que se aventuraram no mundo do cinema.

Há casos, como os do já citados Zeta-Jones e Gere, que por conta de um filme ou peça musical, acabam cantando durante sua atuação. Recentemente, uma legião de cantores e cantoras está fazendo o caminho inverso: saindo do universo musical para entrar na tela grande. Muitos pensam que esse é uma coisa nova, da nova geração. Pois não é. Essa prática é muito comum em Hollywood. Mas é corrente que essa transição não dê muito certo.

Não farei numa ordem cronológica, como nos outros dois. Começarei de um ponto: o exemplo que talvez seja o mais conhecido: Madonna. A "rainha do pop" tentou por diversas vezes seguir a carreira de atriz, sendo ovacionada - negativamente - em quase todas as vezes. Uma exceção foi o filme Madonna - Evita, de Alan Parker, que lhe deu uma indicação ao Globo de Ouro e, por muito pouco, não lhe deu indicação ao Oscar (e justiça seja feita: o trabalho de Madonna neste filme é exemplar, apesar de caricato). Recentemente, a popstar anunciou que deixará de atuar, alegando estar cansada das críticas antecipadas que recebe quando atua.
Outro bom exemplo está em Britney Spears. Eu seu único filme como protagonista, Crossroads, a cantora se deu muito bem recebendo elogios do público, mas sendo massacrada pela crítica especializada. O filme fez um relativo sucesso, o que faz com que Spears tenha outros projetos cinematográficos em vista, e já fez participações em outros filmes; a mais marcante até aqui é sua hilária participação em Austin Powers e o Homem do Membro de Ouro, de Jay Roach - onde ela trava um combate de dança engraçadíssimo com o espião Austin Powers. No Brasil a migração da música ao cinema teve muitos expoentes, como Toni Garrido em Orfeu, de Cacá Dieges; Agnaldo Rayol em vários filmes na década de 70/80 e, claro, Roberto Carlos, no auge da Jovem Guarda, com seus filmes "é uma brasa, mora", como 300 km Por Hora, de Roberto Farias.
Voltando ao internacional, a banda The Beatles talvez tenha feito o maior sucesso nesse segmento, com The Beatles - It's a Hard Day's Night e The Beatles - Let It Be, ambos indicados ao Oscar. Mas a atuação solo de Paul McCartney em Mande Lembranças a Broad Street, de Karl Reisz, deixa um pouco a desejar, mesmo o filme tendo se tornado cult.

Mas maus exemplos não faltam: em 1997, se não me engano, as Spice Girls "cometeram" O Mundo das Spice Girls, um dos filmes mais toscos que já vi na vida. Mariah Carey foi indicada ao Framboesa de Ouro - assim como Britney Spears e Madonna,a recordista do prêmio - pelo trágico Glitter. Roby Rosa, do grupo Os Menudos detonou sua carreira ao estrelar Salsa, o Filme. E o pior e mais terrível exemplo reside no Brasil. Mais precisamente na Bahia: Carla Peres e seu filme chamado Cinderela Baiana é o que há de pior no gênero. Bem sucedido foram mesmo o rapper Eminem com seu filme 8 Mile, Rua das Ilusões. Mick Jagger atuou bem em alguns filmes, tal qual Liza Minnelli nos musicais dos anos 70.

Há tantos outros exemplos, como Xuxa, Sting, Justin Timberlake, Janet Jackson, Tina Turner, Roger Daltrey, Sandy & Junior e tantos outros, mas pelo fato do textos estar longo demais, não vou dar continuidade. Isso sem contar as biografias de Ray Charles, Cole Porter, Charlie Parker, Cazuza e, futuramente, de renato russo. A conclusão que se chega ao final deste artigo é que muitas vezes, seria melhor cada qual permanecer em seu universo: pois certos cantores, como atores, são excelentes vocais.



Escrito por Luiz Henrique Oliveira às 19h49
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]


 

Histórico
  18/03/2007 a 24/03/2007
  07/01/2007 a 13/01/2007
  17/12/2006 a 23/12/2006
  26/11/2006 a 02/12/2006
  19/11/2006 a 25/11/2006


Outros sites
  UOL - O melhor conteúdo
  BOL - E-mail grátis
Votação
  Dê uma nota para meu blog



O que é isto?